Hoje o espectador brasileiro teve a oportunidade de assistir a um show patético envolvendo uma atriz que possui uma carreira digna de todos os prêmios da classe cultural nacional.

Foi um show de horrores.

Com tantas perguntas importantes e necessárias para fazer na primeira oportunidade que um veículo de imprensa tem de entrevistar a Secretária de Cultura do Governo Federal, as opções de indagações jornalísticas foram as piores possíveis.

Questionamentos em torno de especulações tendenciosas sobre sua “provável” saída do Governo, provocações sobre a Ditadura Militar no país e até mesmo um vídeo de uma colega de trabalho que a ataca e interpela nas redes, quando tem o número de telefone para se comunicar pessoalmente.

O que vimos foi o que há de pior na imprensa brasileira.

Um interrogatório travestido de entrevista.

Uma vergonha em rede nacional.

Um dos apresentadores ainda tenta discutir com a entrevistada.

O que está acontecendo com os profissionais de imprensa do Brasil? Estão achando que não podem ser criticados, contrariados? Quem eles pensam que são?A imprensa como ator político numa democracia não está imune às críticas.

Quem considera uma opinião crítica um ataque é porque deve ter um “ditadorzinho” na barriga.

Como disse Josias Teófilo, “Na imprensa brasileira é assim: travesti que mata e estupra criança de seis anos recebe abraço, Regina Duarte é tratada como se tivesse no julgamento de Nuremberg.