Medida é a mais restritiva no continente e pode prejudicar empresas aéreas privadas.

Aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires (Argentina), fechado por causa da pandemia de Covid-19, em foto de 21 de abril Miguel Lo Bianco/Reuters A Argentina proibiu todas as vendas de passagens aéreas comerciais até setembro, numa das mais duras restrições de viagens no mundo em razão da pandemia de novo coronavírus, fazendo a indústria alertar que a medida pressionará companhias aéreas e aeroportos. ÚLTIMAS NOTÍCIAS: Atualizações sobre a pandemia de Covid-19 em 27 de abril Enquanto as fronteiras do país estão fechadas desde março, o novo decreto vai além, proibindo até 1º de setembro a compra e venda de voos comerciais a partir, com destino, ou dentro da Argentina.

O decreto, assinado pela nesta segunda-feira pela Administração Nacional de Aviação Civil, que afirmou que "foi entendido como razoável" implementar as restrições. SETOR EM CRISE: Tráfego aéreo despenca com pandemia; veja mapas Muitos países da América do Sul, incluindo Equador, Peru e Colômbia, têm proibido todos os voos comerciais por enquanto.

Porém, nenhum estendeu a restrição de forma tão longa quanto a Argentina.

Estados Unidos, Brasil e Canadá impuseram restrições, mas não proibições. "O problema era que as companhias aéreas estavam vendendo passagens sem terem autorização para viajar para solo argentino", disse um porta-voz do presidente Alberto Fernandez. Argentina vai proibir a compra de passagens aéreas até setembro Pressão a companhias privadas A proibição pressiona a Latam, que tem uma importante operação doméstica na Argentina, e tem buscado ajuda de vários governos.

A maior companhia local, a Aerolineas Argentinas, é estatal e pode sobreviver enquanto o governo estiver disposto a subsidiá-la. A proibição também afetaria companhias menores e de baixo custo, que cresceram rapidamente na Argentina com o apoio do ex-presidente Mauricio Macri, como a FlyBondi no mercado interno, e SkyAirlines e JETSmart, que voam internacionalmente. Initial plugin text