Os presidentes brasileiro e norte-americano minimizaram os efeitos da pandemia no vírus e defenderam o afrouxamento das medidas de isolamento.

O presidente Jair Bolsonaro tem ecoado as manifestações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o novo coronavírus. Veja três momentos em que isso ocorreu: 1- Afrouxamento de medidas de isolamento Na tarde terça-feira (24), Donald Trump disse em entrevista coletiva na Casa Branca: “Nossa meta é afrouxar as diretrizes e abrir grandes partes do país enquanto nos aproximamos do final desta histórica batalha contra o inimigo invisível.

Estamos há um tempo nisso, mas vamos vencer, vamos vencer.

[...] " Horas depois, na noite terça, Jair Bolsonaro disse, em pronunciamento em rede nacional de televisão: "O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará.

Nossa vida tem que continuar.

Os empregos devem ser mantidos.

O sustento das famílias deve ser preservado.

Devemos sim voltar à normalidade.

Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa." Bolsonaro deixa o país perplexo ao condenar isolamento social em pronunciamento 2- 'Cura pior que o problema' À 0h50 de terça (23), Trump postou em uma rede social: "Não podemos deixar a cura ser pior que o problema.

No fim do período de 15 dias, nós vamos tomar uma decisão sobre o caminho que vamos querer trilhar" Post de Trump no Twitter de 23 de março afirma que a cura do novo coronavírus "não pode ser pior que o problema em si" Reprodução/Twitter No fim da tarde de terça, Bolsonaro afirmou, ao falar com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada: "Brigar para que não venha desemprego como efeito colateral.

Aí vai complicar mais ainda, a cura ficar pior que a doença em si." 3- Defesa de medicamento sem eficácia comprovada Outro tema comum aos dois presidentes foi a cloroquina, substância de medicamento para tratar pessoas com doença autoimune e malária.

A cloroquina conseguiu barrar o novo coronavírus em laboratório em pesquisas preliminares.

No entanto, especialistas e a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomendam o uso da substância no tratamento contra o novo vírus porque não considera os estudos conclusivos.

O órgão regulador norte-americano, FDA, também não garante eficácia do remédio no tratamento da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Às 11h13 de sábado (21), Trump postou numa rede social “Hidroxicloroquina e Azitromicina, juntos, têm uma chance real de serem uma das maiores transformadoras de jogos da história da medicina.” Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu sobre cloroquina, remédio usado no tratamento da malária que ainda não eficácia comprovada no tratamento do novo coronavírus Twitter Donald Trump/ Reprodução Às 15h40 de sábado (21), Jair Bolsonaro postou a frase "Hospital Albert Einstein e a possível cura dos pacientes com o Covid-19" acompanhado de um vídeo em que diz "Boa tarde! Agora há pouco os profissionais do Hospital Albert Einsetin me informaram que iniciaram o protocolo de pesquisa para avaliar a eficácia da cloroquina nos pacientes com o Covid-19.

Também agora [há] pouco me reuni com o senhor Ministro da Defesa onde decidimos que o laboratório químico e farmacêutico do Exército deve imediatamente ampliar a sua produção desse medicamento.

Na última sexta-feira, o Almirante Barra, presidente da Anvisa, decidiu que a cloroquina não poderá ser vendido para outros países, afinal esse medicamento também é usado no Brasil para combater a malária, o lupos e a artrite.

Tenhamos fé que brevemente ficaremos livre desse vírus.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus" Presidente Jair Bolsonaro posta vídeo sobre cloroquina, medicamento que não teve eficácia confirmada para tratamento do coronavírus Reprodução/Twitter Initial plugin text