A traição as vezes se disfarça de afeição e nem sempre o traidor é um inimigo declarado, em alguns casos o golpe traiçoeiro advém dos próprios amigos que um dia foram tão íntimos como bons irmãos.

O beijo amargo de Judas em Jesus representa muito mais que um mero sinal de identificação, na verdade envolvia outras pretensões… porém o que importa para o momento é entender que tal ato, manifesta o fato de que o coração humano é capaz de tudo, inclusive se vender por valores tão efêmeros.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADEInfelizmente, estamos todos sujeitos nessa vida a sermos surpreendidos por meios das supostas expressões de ternuras, as quais sutilmente ocultam as mais terríveis intenções.

De fato, aprendemos que nem todos que nos beijam, realmente nos amam, alguns apenas buscam suas próprias conveniências e se aproximam de nós visando tão somente seus pérfidos interesses e sórdidas ambições.

O mais intrigante nessa história é que Jesus sabia de tudo, e mesmo sendo traído com um golpe tão baixo, aceitou o osculo santo do profano e lhe chamou de “amigo”.

Isso porque o veneno da falsidade de Judas não contaminou a pureza do coração de Jesus, o qual permaneceu leal em seu propósito.

Alguém já disse que Jesus ao chamar Judas de amigo, não estava sendo falso, isso porque a falta de caráter de Judas, não mudou o caráter de Cristo.

Deixem beijar, deixem trair, continue o mesmo.

E foi assim que o mestre Jesus sofreu a triste experiência da traição e é mesmo assim que o Cristo vivo nos ensina a lidar com os nossos judas.

Surpreenda o mal com o bem, seja forte para suportar a dor e sobretudo permaneça firme para superar os seus danos.

Através da fé é possível vencer as mais tenebrosas trevas, sendo luz que resplandece em tempos de escuridão.

Que Deus nos conceda a devida graça para agirmos como Jesus diante dos judas, e ao mesmo tempo guarde o nosso coração para não fazermos com os nossos irmãos o que Judas fez com Jesus.

Os que rompem com os laços de uma aliança, um dia se sufocarão enlaçados com as cordas de suas próprias discórdias.