Decisão é baseada no novo entendimento do STF sobre a prisão após condenação em segunda instância.

Prédio do Tribunal Regional Federal da 4ª Região João Victor Teixeira/G1RS O Tribunal Regional Federal da 4ª Regão (TRF-4) manteve as condenações dos ex-gerentes da Petrobras, Glauco Colepicolo Legatti e Maurício de Oliveira Guedes, e dos ex-diretores da Petroquisa, Djalma Rodrigues de Souza e Paulo Cezar Amaro Aquino, em processo da Operação Lava Jato por esquema de propina envolvendo o Grupo Odebrecht.

Os desembargadores, no entanto, revogaram a autorização que havia sido dada para a execução provisória das penas.

O julgamento ocorreu no último dia 12, mas foi divulgado pelo TRF-4 nesta segunda-feira (17). O G1 tenta contato com as defesas dos réus.

A decisão da 8ª Turma se baseou no novo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a impossibilidade da execução provisória da pena antes do trânsito em julgado do processo.

Conforme o TRF-4, pela decisão anterior, as penas passariam a ser cumpridas depois que todos os recursos possíveis no tribunal fossem exauridos.

Agora, eles somente serão presos após julgamento em corte superior.

Os réus foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) em abril de 2018 em decorrência das investigações deflagradas na 46ª fase da operação, pelas práticas de corrupção e lavagem de dinheiro. O MPF acusou o grupo empresarial de pagar vantagem indevida aos réus em dois contratos de subsidiárias da estatal.

Com os acertos, a Odebrecht seria beneficiada.

Os envolvidos teriam recebido entre R$ 2 milhões e R$ 17 milhões, por transferências no exterior em contas de offshores.

Todos foram condenados em primeira e segunda instância, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Confira como ficaram as penas: Paulo Cezar Amaro Aquino: 12 anos e 1 mês de reclusão Djalma Rodrigues de Souza: 14 anos e 6 meses de reclusão Glauco Colepicolo Legatti: 6 anos, 11 meses e 9 dias de reclusão Maurício de Oliveira Guedes: 7 anos, 4 meses e 18 dias de reclusão