Woodrow Wilson, 28° presidente do país, permitiu a segregação racial nos estados do sul e autorizou as autoridades federais a separar os empregados negros dos brancos.

'Wilson praticou a segregação na função pública desta nação e fez os EUA retrocederem na busca por Justiça', diz comunicado de universidade.

Woodrow Wilson School of Public and International Affairs, na Universidade de Princeton, em Nova Jersey, em foto de 3 de dezembro de 2015 AP Photo/Mel Evans A Universidade de Princeton irá retirar o nome de Woodrow Wilson de sua faculdade de relações internacionais, devido às "políticas e opiniões racistas" do ex-presidente americano, anunciou neste sábado (27) a renomada instituição de ensino de Nova Jersey.

Woodrow Wilson (1856-1924) governou os Estados Unidos entre 1913 e 1921.

No exterior, o pai fundador da Sociedade das Nações (precursora da ONU) encarna o fim do isolacionismo americano.

Mas em seu país, o 28° presidente dos Estados Unidos permitiu a segregação racial nos estados do sul e autorizou as autoridades federais a separar os empregados negros dos brancos. "Suas políticas e opiniões racistas o convertem em impróprio para uma escola cujos estudantes, funcionários e ex-alunos devem estar totalmente comprometidos com a luta contra o flagelo do racismo", indicou em comunicado o presidente da universidade, Christopher Eisgruber, após uma votação do Conselho Administrativo.

"Wilson praticou a segregação na função pública desta nação e fez os Estados Unidos retrocederem na busca por Justiça." Desde a morte de George Floyd por um policial, em maio, os Estados Unidos vivem uma fase de reflexão sobre seu legado racista.