Segundo a SAP, unidade ainda tem mais um caso confirmado da doença e outros dois suspeitos.

Não há casos entre presos.

Silvio tinha 47 anos, era agente penitenciário e atuava no CDP de Suzano Reprodução/Facebook Um agente penitenciário do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Suzano morreu nesta semana em decorrência do novo coronavírus (Covid-19).

Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários de São Paulo (Sindasp), Silvio Faria de Souza tinha 47 anos e atuava na portaria da unidade. A morte, registrada nesta terça-feira (26), foi a primeira entre funcionários do sistema prisional no Alto Tietê.

De acordo com o Sindasp, outras 11 já foram confirmadas em todo o Estado de São Paulo. Sistema prisional registra 22 mortes pelo novo coronavírus no estado de SP Segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), o CDP de Suzano ainda contabiliza mais um caso confirmado da doença entre agentes.

Outros dois estão com suspeita e todos estão afastados preventivamente.

Não há casos do novo coronavírus no CDP de Mogi das Cruzes. Ambas as unidades têm capacidade para 844 detentos, mas estão lotadas.

Conforme informações divulgadas no site da SAP na última terça-feira, em Mogi, a população prisional é de 1,6 mil e, em Suzano, de 1,5 mil.

A Secretaria afirma, porém, que não há registros da Covid-19 entre os presos. Medidas de proteção Em Mogi das Cruzes, o CDP fica no bairro do Taboão Reprodução/ TV Diário Questionada pelo G1 sobre a realização de testes da doença nas unidades, a Secretaria informou que o sistema penitenciário será contemplado, na segunda fase do planejamento definido pelo Comitê de Contingenciamento do Coronavírus, com a testagem de custodiados e servidores de Unidades Prisionais onde for detectada a suspeita da enfermidade.

No entanto, afirma que tem realizado busca ativa para casos similares à Covid-19 em toda a população prisional.

Segundo a SAP, todo servidor com suspeita do novo coronavírus é afastado, sob medidas de isolamento em residência, conforme orientações do Comitê de Contingência.

O quadro clínico do paciente é acompanhado e ele recebe o suporte necessário para sua recuperação. Quando a suspeita ocorre entre presos, o paciente é isolado e a Vigilância Epidemiológica local é contatada.

Ainda conforme a Secretaria, os servidores em contato fazem uso de equipamentos, como máscaras e luvas.

Se confirmado o diagnóstico, o detento é isolado em enfermaria. A Secretaria de Administração Penitenciária também afirma que adotou procedimentos para identificação de casos suspeitos entre novos presos.

As medidas incluem o questionamento sobre sinais e sintomas gripais e isolamento por, pelo menos, 15 dias, sem contato com a população prisional. Quanto aos servidores, a SAP informa que todos fazem uso de equipamentos de proteção e são acompanhados por profissionais de saúde, que observam sinais e sintomas, medindo a temperatura dos agentes todos os dias. Além disso, na porta de entrada dos CDPs, toda pessoa que apresentar tosse, dificuldade respiratória ou dor de garganta é considerado caso suspeito.

Esta identificação é feita por uma equipe de saúde e, nessa situação, não é permitida a entrada da pessoa na unidade prisional ao passo que a mesma é orientada sobre a necessidade de atendimento médico A SAP lembra também que é permitido que a família encaminhe por correspondência todos os itens de higiene, com exceção do álcool em gel, pois o produto é considerado inflamável e pode causar riscos à segurança dos presos e da unidade prisional.

No entanto, afirma que são disponibilizados dispensadores de álcool em gel em todas as áreas de circulação. Initial plugin text