A medida é parte de um plano de cortes de 2 bilhões de euros (US$ 2,2 bilhões) em três anos.

A Renault anunciou nesta sexta-feira (29) seus planos de redução de custos, que buscam realizar uma economia de mais de 2 bilhões de euros (US$ 2,2 bilhões) nos próximos 3 anos.

Entre os objetivos está o corte de 15 mil postos de trabalho.

Renault e Nissan terão todos os compactos com a mesma plataforma no Brasil Coronavírus: veja os efeitos na indústria automotiva No total, as demissões representam 8% dos funcionários da empresa no mundo (180 mil).

Cerca de 4.600 dos cortes acontecerão na França. Segundo a marca, as demissões não acontecerão de maneira direta e sim por meio de aposentadorias que não serão substituídas, reciclagem profissional, mobilidade interna e demissões voluntárias. Entre as medidas adotadas estão: Redução da diversidade de componentes e aumento da padronização entre os veículos; Digitalização nos setores de novos projetos de engenharia, validação e marketing; Fechamento de uma das 14 fábricas na França; Suspensão dos projetos de aumento de capacidade previstos no Marrocos e na Romênia; Encerramento das atividades de veículos de passeio com motor a combustão da marca Renault no mercado chinês; A fábrica de Flins (na França), com 2.600 trabalhadores, deve parar de produzir carros e se concentrar na reciclagem de peças; Redimensionamento da capacidade industrial de 4 milhões de veículos em 2019 para 3,3 milhões até 2024; Racionalização da fabricação de caixas de câmbio no mundo; Concentração do desenvolvimento de tecnologias estratégicas com alto valor agregado em Paris; Criação de um polo para veículos elétricos e comerciais leves na França. O custo estimado da implantação deste plano é da ordem de 1,2 bilhão de euros. O corte é muito importante: 650 milhões de euros (US$ 722 milhões) anuais a menos em custos fixos, 800 milhões (US$ 889 milhões) a menos em engenharia e 700 milhões (US$ 777 milhões) de economia em gastos gerais, entre outros. No total, a redução deve alcançar 2,15 bilhões de euros (US$ 2,39 bilhões) por ano a menos em custos fixos quando o plano chegar ao fim. “Em um contexto repleto de incertezas e complexidade, este plano é vital para garantir uma performance sólida e sustentável, tendo como prioridade a satisfação dos nossos clientes”, disse a presidente executiva interina da Renault, Clotilde Delbos.

Reforço na Aliança A crise do coronavírus foi outro golpe para o mercado de automóveis, que já estava em crise.

Em abril, as vendas caíram 76,3% em consequência do fechamento das concessionárias em muitos países. Neste contexto, a Renault e seus aliados, Nissan e Mitsubishi Motors, decidiram na quarta-feira uma mudança de estratégia para privilegiar a rentabilidade, ao invés da corrida para produzir cada vez mais que havia sido aplicada pelo ex-presidente do grupo, Carlos Ghosn. O objetivo agora é produzir em conjunto quase metade dos modelos das três empresas até 2025. A Nissan reduzirá em 20% sua capacidade de produção mundial nos próximo três anos e fechará uma fábrica na Espanha.

A japonesa também enxugará sua linha de produtos, passando dos 69 atuais para menos de 55.