Decisão favorece a Amazon, que contestou decisão e alegou 'pressão imprópria' do presidente Donald Trump.

Contrato de computação em nuvem é avaliado em US$ 10 bilhões.

Sede da Microsoft em Redmond, Washington Ted S.

Warren/AP Photo/Arquivo Um juiz federal em Washington ordenou nesta quinta-feira (13) a interrupção de todos os trabalhos de um contrato de computação em nuvem, firmado entre a gigante Microsoft e o Pentágono. De acordo com a decisão, os trabalhos conjuntos entre a empresa e o governo devem ser interrompidos até que se encerre uma disputa legal aberta pela Amazon, concorrente da Microsoft.

O juiz também ordenou que a Amazon pague um depósito de US$ 42 milhões, que será detido até a deliberação do caso — o valor pode ser entregue à Microsoft, caso a empresa vença a disputa e fique determinado que danos sejam devidos. Microsoft vence Amazon em contrato de US$ 10 bilhões com governo americano Onde a Amazon ganha dinheiro? Na nuvem Chamado de JEDI (Projeto Conjunto de Defesa em Infraestrutura de Nuvem) o contrato, no valor de US$ 10 bilhões, foi firmado em outubro do ano passado.

Esse projeto faz parte de uma modernização digital mais ampla do Pentágono, com o objetivo de torná-lo mais ágil tecnologicamente. O contrato foi contestado em janeiro pela Amazon, cuja subsidiária Amazon Web Services (AWS), é a principal provedora de tecnologia em computação em nuvem.

A empresa de Jeff Bezos era a favorita a ganhar a contrato em 2019 justamente pela liderança no setor e por já ter trabalhado em conjunto com a CIA em outros contratos de tecnologia. Trump x Bezos: o que está por trás da briga entre o presidente e o dono da Amazon A Amazon alegou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exerceu "pressão imprópria" e que isso levou o Departamento de Defesa dos EUA (DoD) a conceder à Microsoft o contrato. Amazon acusa Trump de fazer pressão contra empresa em contrato bilionário com Pentágono