Número de pernoites nos hotéis e acomodações em todo o país aumenta em quase 4% e se aproxima da marca de 500 milhões.

A Alemanha está se tornando o principal destino de férias procurado pelos próprios alemães Mediengestalter/Creative Commons O turismo na Alemanha aumentou em 2019 pelo décimo ano consecutivo, impulsionado pela estabilidade econômica do país e contrariando a tendência de desaceleração da economia global.

Hotéis, hospedarias, campings e outros locais de acomodação de turistas registraram 495,6 milhões de pernoites, um aumento de 3,7% em relação ao ano anterior. Segundo dados revelados nesta segunda-feira (10) pelo Departamento Federal de Estatísticas (Destatis) do país, a Alemanha está se tornando um destino de férias cada vez mais procurado pelos próprios alemães.

Desde 2009, o número de pernoites de hóspedes alemães aumentou mais de um terço.

Entre os estrangeiros, o crescimento foi de quase dois terços. No ano passado, o número de pernoites de hóspedes alemães aumentou 3,9%, chegando a 405,7 milhões.

O setor hoteleiro se beneficiou da alta recorde de trabalhadores empregados e do aumento do poder de compra da população.

Os estrangeiros foram responsáveis por 89,9 milhões de pernoites em 2019, o que corresponde a um aumento de 2,5% em relação ao ano anterior. "A Alemanha é um destino turístico mais popular do que nunca", comemorou o diretor da Associação de Hotéis e Restaurantes da Alemanha (Dehoga), Guido Zöllick.

"O setor hoteleiro é bem visto entre turistas e viajantes a negócios do país e do exterior", afirmou. A Dehoga avalia que o setor hoteleiro deverá aumentar seu faturamento líquido entre 2% e 2,5% neste ano, chegando a quase 95 bilhões de euros.

Entretanto, há também sinais de preocupação.

"O clima positivo na indústria é refreado pela escassez de trabalhadores qualificados, além do aumento dos custos operacionais e da crescente burocracia", alertou Zöllick. Alguns estabelecimentos turísticos no Mar do Norte e no Mar Báltico chegaram a perder oportunidades de negócios devido à falta de pessoal.

Para a Dehoga, a redução consistente dos entraves burocráticos e do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) sobre os alimentos são demandas essenciais para o setor.

Segundo a Associação Federal Alemã de Promoção do Turismo, a indústria turística como um todo – desde as agências de turismo, aeroportos, restaurantes, hotéis até as empresas que vendem seguros de viagens – tem um rendimento anual em torno de 300 bilhões de euros e emprega cerca de 3 milhões de pessoas A contribuição do turismo no índice de Valor acrescentado bruto (VAB) na Alemanha gira em torno de 4%.